quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

A impunidade e a auto-estima dos brasileiros


O presidente Lula bem que se esforça: houve a campanha "O melhor do Brasil é o brasileiro"; nosso país é hoje protagonista não só na economia, mas também na geopolítica mundial; temos o líder mais popular do mundo e que não abaixa a cabeça para os outros países. Com tudo isso a auto-estima dos brasileiros, de fato, tem melhorado. Porém, nada é tão devastador para o orgulho nacional quanto a impunidade que os altos estratos da sociedade ainda gozam neste país.

Quando o STF apequena o Brasil, dobrando a República com “facilidades” ao banqueiro Daniel Dantas; ou quando o próprio presidente Lula, embora empenhado em valorizar o ser brasileiro, retrocede no inadiável processo de esclarecimento e punição dos crimes da Ditadura; quando isso ocorre, o sentimento de nós, brasileiros, torna-se um misto de revolta e vergonha; algo como se fôssemos predestinados a ser uma colônia.

Este sentimento - que afasta da vida pública as pessoas comuns, honestas - desemboca no auto-exílio da vida privada. Por conseguinte, sobra na esfera pública a escória da sociedade, os não-cidadãos, os corruptos e os autoritários.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Lula criou política para moradores de rua. José Serra também.

Abaixo, uma comparação entre o estilo PT e o estilo PSDB de governar:

O estilo PT:

(Agência Brasil - Brasília) Entra em vigor hoje (24), com a publicação no Diário Oficial da União, a Política Nacional para População em Situação de Rua, que pretende assegurar aos moradores de rua o acesso às políticas públicas de saúde, de educação, de previdência social, de assistência social, de trabalho, de renda, de moradia, de cultura, de esporte e de lazer.

O decreto, assinado ontem (23) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia em São Paulo, determina a formação e a capacitação permanente de profissionais e gestores para o desenvolvimento de políticas públicas. Cria ainda canais de comunicação para o recebimento de denúncias de violência contra essas pessoas.

O decreto estabelece a produção, a sistematização e a disseminação de dados e indicadores sociais, econômicos e culturais e o incentivo à pesquisa, produção e divulgação de conhecimentos sobre a população de rua.

A seguir, José Serra, então prefeito da cidade de São Paulo, mostra-nos o estilo PSDB de se fazer política:

Serra põe rampa antimendigo na Paulista

AFRA BALAZINA, da Folha de S.Paulo

A gestão do prefeito José Serra (PSDB-SP) começou nesta semana a instalar rampas de concreto "antimorador de rua" em uma das extremidades da avenida Paulista, na passagem subterrânea que leva à Doutor Arnaldo. O piso será chapiscado, tornando-o mais áspero e incômodo para quem tentar dormir no local.

Obra para a instalação de rampas de superfície áspera
Uma das rampas que teve a construção iniciada, no lado direito de quem segue para a Doutor Arnaldo, tem cerca de 14 metros de extensão até agora, mas deve ficar ainda maior para ocupar todo o espaço antes do ponto em que a calçada se afunila.

A prefeitura espera terminar a obra nesse lado hoje e, então, começará a construção no lado oposto da passagem.

Para finalizar, uma amostra da política feita por José Serra (PSDB) para a população de rua:
Esta foto é de abandoni

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Rudá: Aécio depende de derrota de Serra para viabilizar seu projeto

"Governador depende da derrota de Serra para viabilizar seu projeto nacional"

Valor Econômico - 21/12/2009 (visite o blog de Ruda Ricci)

A seguir, a entrevista com o diretor do Instituto Cultiva, Rudá Ricci:

Valor: A candidatura de José Serra à Presidência sofrerá um abalo com a desistência de Aécio Neves em concorrer?

Rudá Ricci :Sem dúvida, em razão da forma como Aécio preparou sua saída. Ele a fez causando um profundo desgaste na imagem de Serra, ao menos em Minas Gerais. Procurou-se transmitir a sensação de que Serra é um homem que empurrou Aécio para fora da disputa de forma maquiavélica, sem tomar uma decisão. O Aécio poderia esperar até janeiro, conforme as lideranças tucanas pediram, mas preferiu fazer na semana passada, na sequência das definições locais e do fortalecimento da candidatura de Ciro Gomes no PSB.

Valor: Como isso se traduzirá em termos eleitorais em Minas? Até que ponto o sentimento de frustração regional pesa para o eleitor?

Ricci :Em Minas Gerais pesa muito. Ao contrário de São Paulo e Rio, aqui não é um Estado fundamentalmente de migrantes. Serra poderá ser visto como mais um paulista que veio tirar o espaço dos mineiros.

Valor: Mas uma recente pesquisa mostrou Serra com 40% dos votos em Minas. Como isso se dissiparia de uma outra para outra?

Ricci : Por mais que Aécio tenha negado, sempre se partia da perspectiva de que poderia haver uma chapa Serra/Aécio para a Presidência da República. Na medida em que ficar claro que isso não vai ocorrer, Serra tende a cair aqui e Dilma (Rousseff, ministra da Casa Civil) a subir. Ou Ciro (Gomes, deputado federal do PSB), se tiver o apoio de Aécio nos bastidores.

Valor: Por que Aécio não vai sair de vice de Serra?

Ricci : Aécio já anunciou a possibilidade de se colocar como uma espécie de conciliador nacional. Ele tentará ser senador para forjar uma nova aliança, diferente do alinhamento partidário atual, com o PT de um lado e o PSDB do outro. Ele não depende da vitória do candidato a governador dele aqui para isso e duvido que se empenhe muito para eleger (Antonio) Anastasia (vice governador). Mas ele depende da derrota de Serra para tal. Com Serra na Presidência, Aécio não tem como propor uma nova aliança.

Valor: Por que então ele não procurou fazer isso saindo do PSDB ao perceber que não tinha como concorrer com Serra?

Ricci: Porque ele tinha que recompor suas bases no interior de Minas. Diferente do que a vitória dele em Belo Horizonte pode indicar, Aécio fragilizou-se no Estado como um todo. Precisava refazer sua liderança, abalada em 2008. Além disso, o PSDB é parte essencial do projeto de Aécio. O problema dele são os tucanos paulistas.

Valor: Ou seja, na visão do senhor, se o Serra tornar-se presidente, nascerá aqui em Minas um foco de oposição..

Ricci: Na verdade, Aécio hoje talvez seja um obstáculo para Serra chegar à Presidência. Como Ciro Gomes é um obstáculo para a Dilma nesse mesmo sentido.

Valor: E porque a vitória de Anastasia não seria importante para o projeto conciliador de Aécio?

Ricci: Evidentemente que a vitória de Anastasia fortaleceria Aécio, mas ele joga com mais de um cenário. Ele sabe que seu projeto não estará comprometido caso o PT ganhe em Minas, se o candidato petista for Fernando Pimentel, e o ex-prefeito ganhou as eleições internas do PT uma semana antes de Aécio retirar a candidatura. Ele sabe que o projeto também sobrevive com Hélio Costa, e o ministro das Comunicações ganhou as eleições internas do PMDB dois dias antes da retirada. Observe que trata-se de uma sequência. Houve um método. Mesmo se o próximo governador de São Paulo for (Geraldo) Alckmin, o projeto da conciliação nacional sobrevive. Ele só não sobrevive com Serra na Presidência.

Valor: Um dos propósitos de Aécio é tornar-se uma figura nacional, como era o avô Tancredo Neves pouco antes de eleger-se presidente no Colégio Eleitoral em 1985. O senhor acha que Aécio conseguiu?

Ricci: Tancredo cresceu politicamente e tornou-se o que se tornou em seus dois últimos anos de vida. Mas antes disso ele era uma figura sem tanto impacto nacional, sem tanta presença no imaginário como a que Ulysses Guimarães tinha dentro do PMDB. Ulysses era paulista, controlava o partido e parecia vocacionado para chegar à Presidência. Tancredo era uma figura do conchavo político, estava em Minas Gerais, fora do palco. Há semelhanças entre a estaturas dos personagens do passado e dos de hoje. (C.F.)

sábado, 19 de dezembro de 2009

Hasta la vista, Baby!

Ele vai privatizar VOCÊ!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Urbanistas lançam manifesto contra ampliação da Marginal Tietê

Diversos professores da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP acabam de lançar um manifesto online em repúdio à construção de mais seis pistas de asfalto nas margens do Rio Tietê, em São Paulo.

Para assinar, basta entrar na página da petição online e deixar seu nome. O site é seguro e não divulga o email de quem adere ao abaixo-assinado.

Manifesto

Nós, professores da Universidade de São Paulo, preocupados com o futuro de São Paulo, vimos por meio deste apresentar nosso total repúdio à política pública urbana que vem sendo implementada no Município, denominada “Revitalização da Marginal do Rio Tietê”, que prevê a construção de seis novas faixas de rolamento (três de cada lado) nessa via, consumindo R$ 1,3 bilhão em investimentos do Governo do Estado, da Prefeitura do Município de São Paulo, e das concessionárias das rodovias que usam o trajeto da Marginal.

Tal obra repete práticas de planejamento equivocadas, que levaram a metrópole ao colapso atual. Ao invés de reverter tal lógica, prioriza o transporte individual em detrimento do transporte coletivo, reproduzindo uma política excludente, além da triste tradição brasileira de obras vistosas que beneficiam a minoria e os setores especializados da construção civil. Ela se opõe frontalmente aos princípios de priorização do transporte coletivo sobre o individual constante do Plano Diretor Estratégico do Município de São Paulo e dos Planos Regionais Estratégicos das Subprefeituras.

O mais inaceitável é que os dados técnicos ratificam esta urgente e necessária priorização do transporte coletivo. A Pesquisa OD 2007, realizada pela Companhia do Metrô, mostra que: a taxa de motorização da Região Metropolitana é de menos de 20 veículos para cada cem habitantes; metade das famílias da região metropolitana não possui automóvel, parcela essa na qual se concentram as de mais baixa renda; e que um terço das 37,6 milhões de suas viagens diárias ainda é feita a pé, em função das péssimas condições sócio-econômicas da população. As viagens de automóvel correspondem a apenas 11,2 milhões, ou seja, aproximadamente 30% do total.

Se somarmos os gastos de todas as grandes obras viárias realizadas nos últimos 15 anos e daquelas previstas para o Centro Expandido da capital, aonde se concentram os estratos de maior renda, chega-se ao montante de vários bilhões de reais, valor mais que suficiente para a implantação de toda a Linha 4 – Amarela do metrô.

A Cidade do México, tomando um exemplo com alguma similaridade com São Paulo, iniciou o seu metrô na mesma época que nossa capital. Atualmente, apresenta uma rede com 202 km de extensão, face aos tímidos 61 km do metrô de São Paulo. Apesar da aceleração recente do ritmo das obras, o incentivo ao transporte coletivo é insuficiente, pois, mantendo-se o ritmo atual, serão necessários ainda assim aproximadamente 20 anos para alcançarmos a quilometragem da cidade do México.

Por outro lado, o sistema de trens, embora tenha uma quilometragem mais extensa que a do metrô, apresenta serviço irregular, com índices de conforto baixíssimos, espremendo seus usuários em uma concentração de 8,7 passageiros por metro quadrado nos trechos mais carregados no horário de pico, segundo dados da CPTM para maio de 2009. E mesmo o Metrô, que já foi fonte de orgulho quando da sua inauguração, ganhou o triste primeiro lugar em lotação entre todos os metrôs do mundo, segundo reportagens recentes.

Por fim, ressaltamos os problemas ambientais e de saúde publica resultantes dessa opção pelo transporte individual, que consome enorme quantidade de combustível fóssil, sendo que a emissão de gases poluentes por pessoa transportada é bem maior que a produzida pelo transporte público que se utiliza do mesmo combustível (O que Zé Alagão foi fazer em Copenhage? - Lucas). Pesquisas do Laboratório de Poluição Atmosférica da Faculdade de Medicina da USP demonstram que a poluição é responsável por 8% das mortes por câncer de pulmão na cidade e que 15% das crianças internadas com pneumonia na rede hospitalar são vítimas da má qualidade do ar na cidade. Mesmo o recente Programa de Inspeção Veicular não consegue resolver esse problema em vista do crescimento da frota de veículos da metrópole que é de 10% ao ano. Além do mais, as obras da Marginal deverão ter impacto metropolitano e regional, porém foram licenciadas apenas no âmbito municipal.

Esse fabuloso investimento em um urbanismo rodoviarista em detrimento da construção de um sistema de transporte público amplo, eficiente e limpo, que atenderia à maioria da população, é um assustador retrocesso, que caminha na contramão da atual preocupação mundial com o meio ambiente. Acreditamos que as políticas públicas urbanas devam ser ambientalmente responsáveis e pautadas pelo atendimento das demandas da maior parte da sociedade. Políticas como aqui apontadas reforçam o caráter segregacionista da nossa cidade, privilegiando os estratos de maior renda e relegando a maioria da população a condições precárias de transporte e mobilidade, com danos ambientais para todos os cidadãos da metrópole. Por fim, esta obra não resolverá os problemas de transito da cidade, e muito menos da própria Marginal do Tietê.

http://raquelrolnik.wordpress.com

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

EXCLUSIVO: flagramos José Serra na Conferência sobre o Clima, em Copenhagen!


Quem convidou o Ampliador das Marginais para a Conferência?

domingo, 13 de dezembro de 2009

Kassab lança programa para dias de enchente

É visando acabar com o sofrimento das madames das regiões nobres que a Prefeitura de São Paulo lança o programa social "Bóia, Vagabundo! Bóia!", que pretende acabar com as desculpinhas das empregadas domésticas que, em dias de enchente, chegam atrasadas - causando incalculável transtorno às patroas.

Assim, o programa prevê a distribuição de bonecos "Kassabões", infláveis, que servirão de bóia para que o pobre venha flutuando através da cidade alagada, até o local de trabalho.

Se você não entendeu o porquê do nome desse programa, clique aqui.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

José Serra desvia dinheiro de áreas estratégicas para "investir" em publicidade


Não por acaso São Paulo registrou aumento em praticamente todos os tipos de crimes em 2009.

O motivo? Imagine uma crise mundial somada ao Choque de "Jestão" Tucano, aquele que considera Educação, Saúde, Segurança e prevenção às enchentes como "Gastos" (e, portanto, retira verbas dessas áreas). Ao mesmo tempo, a propaganda de Serra no PiG(*), essa é considerada "Investimento".

Ou seja, em um momento de crise econômica, em que a população mais precisa do Estado, Serra retira dinheiro das áreas essenciais e faz propaganda.

E já que, ultimamente, a cada chuva a cidade de São Paulo pára e alaga; vejamos a tabela a seguir, que mostra a queda nos gastos do governo paulista na prevenção às enchentes e o aumento dos gastos com propaganda:


Retirado do blog Os Amigos do Presidente Lula. Os números referentes a 2009 abrangem apenas o início do ano. Fonte: SIGEO/ Sistema de Gerenciamento da Execução Orçamentária do Estado de SP

"Desde que Serra assumiu o cargo de Governador, os gastos com Combate às Enchentes sofreram cortes drásticos, enquanto os gastos com Publicidade e Propaganda, explodiram:

Desde o início de 2007 o governo tucano do estado de São Paulo gasta mais com propaganda do que com prevenção a enchentes."

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Perguntará você: E os investimentos em Saúde, Educação e Segurança feitos pelo Governador de São Paulo José Serra?

E nós responderemos com um levantamento feito pela bancada petista na Assembléia Legislativa de São Paulo, comparando o orçamento destinado a essas áreas com o orçamento destinado à publicidade.

Com Serra, gastos de publicidade e propaganda triplicaram




Saúde, Educação e Segurança perderam espaço no orçamento de SP

Retirado de Viomundo

Ambos levantamentos mostram queda no investimento público (alô! e você continua pagando impostos para o Governo do Estado) ao mesmo tempo em que se verifica um aumento exponencial do gasto com propaganda e publicidade.

Talvez, essa transferência de recursos públicos para a propaganda, especialmente propaganda na Imprensa, ajude a explicar a alta aprovação de Serra junto ao eleitorado paulista. Afinal, a Mídia não vai falar mal de quem lhe dá o "milhão nosso de cada dia". Ao mesmo tempo, ela, Mídia, faz o papel de colocar a culpa das mazelas em Lula e no PT. Alguém já viu a Imprensa criticar José Serra?

Cai metrô, cai viaduto do Roboanel, descobrem-se vendas de cargos na Polícia Civil paulista, corrupção no Detran paulista... Na Grande Impren$a, nada disso tem a ver com Serra. No máximo, a Imprensa mostra as "providências" que o "gestor competente" irá tomar para "resolver" a situação. Ou seja: Serra é mostrado como o salvador; aquele que, "embora não tenha nada a ver com o assunto", chega para resolver; e não como uma autoridade que tem responsabilidades sob o que ocorre em seu governo.

Com essa blindagem que Serra tem da Grande Impren$a, caso ele se torne presidente, o pior dos mundos se avizinhará: aquele aonde você é roubado e nem fica sabendo. O problema não é a incompetência e corrupção; mas sim a incompetência e corrupção com o apoio da Mídia - que será paga com o seu e o meu dinheiro, algo que, como se vê, já ocorre no governo do PSDB em São Paulo, com José Serra a frente.

(*) PiG é o Partido da impren$a Golpista.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Afinidades: PSDB, PPS e DEMO lançam ciclo de debates que copia slogan da veja

Campanha da veja: "o país que queremos ser"(*)


Abaixo, slogan do debate demo-pps-tucano: novamente "o país que queremos ser".


Se o marqueteiro demotucano que bolou esse slogan dos debates for o mesmo que fará a campanha de Serra, podemos esperar slogans do tipo:

"Serra e você, tudo a ver"
"Tem coisas que só o Serra faz por você"
"Serra presidente: terrível contra os insetos. Contra os insetos". [seus insetos!]

A propósito, sobre a teleconferência demotucana - que você pode se inscrever, assistir pelo computador e depois colocar na blogosfera essa pérola -, vote na nova enquete deste blog: "Qual será a surpreendente conclusão da teleconferência demo-pps-tucana?".

(*) Nota: O "país" citado no slogan de Veja refere-se aos Estados Unidos.

(**): Na última enquete, venceu com 75% dos votos a opção que diz que Dilma deve concorrer ao Planalto e Ciro Gomes ao estado de São Paulo.
Dilma deve concorrer à Presidência e Ciro ao governo de São Paulo
91 (75%)
Tanto Dilma quanto Ciro devem concorrer à Presidência
30 (24%)

sábado, 5 de dezembro de 2009

Mello: Folha e UOL não gostam de virar vidraça



por Antonio Mello, em seu blog

O Grupo Folha não vê problema em expor uma ficha falsa da ministra da Casa Civil e candidata do presidente Lula a sua sucessão, Dilma Roussef, na primeira página de um domingo, acusando-a de participar de ações terroristas. Não vê problema também em abrir uma página inteira para Cesar Benjamim expor seus fantasmas político-sexuais (à espera de um Wilhelm Reich) e acusar o presidente Lula de estuprador. Acha também perfeitamente natural chamar de ditabranda a ditadura que sequestrou, torturou e matou inúmeros brasileiros. Mas a Folha e o UOL não gostam de virar vidraça.

O blogueiro Arles publicou uns banners em seu blog convidando os navegantes para que cancelassem suas assinaturas do ex-jornalão e do portal. Recebeu uma notificação para que os retirasse do ar. Eu já os havia reproduzido aqui no blog, com link para as imagens do Arles. Mas sou macaco velho e, embora não acreditasse que o Grupo Folha descesse a tanto, havia providenciado backup das imagens. As publico aqui, convocando-os para que façam o download delas para seus computadores e depois subam-nas para seus blogs ou redes sociais. Eles vão ter que notificar a blogosfera toda. Assim vão aprender que os tempos mudaram e não existe mais informação de mão única. Agora eles mandam de lá e nós respondemos de cá.

Por causa disso, fiquem também com a música Pesadelo, de Maurício Tapajós e Paulo César Pinheiro, que mostra bem qual deve ser nossa estratégia: você corta um verso, eu escrevo outro. Talvez assim eles aprendam com que estão lidando.

Nota: o UOL pertence ao Grupo Folha. O mesmo grupo que é acusado de ter emprestado carros aos órgãos de tortura da Ditadura (Ditadura que este mesmo grupo considera "Ditabranda"), o mesmo grupo que publica ficha criminal falsa na capa do jornal para macular a imagem de Dilma Rousseff, o mesmo grupo proprietário da gráfica Plural (donde vazou a prova do ENEM - há suspeita de sabotagem política), o mesmo grupo que permite que seus jornalistas acusem o Presidente da República de estuprador - como de praxe, sem provas.

É este agente político - que na hora de manipular os fatos é craque, mas na hora de colher os protestos da sociedade quer se esconder atrás de um CNPJ... - é este ator político quem não quer ser alvo de protestos de cidadãos indignados com a desonestidade disfarçada de jornalismo.

Por isso, ajude a dar o troco nesse grupo político-empresarial que sob a égide de um CNPJ se acha no direito de tacar pedras no telhado alheio (mas não quer receber umazinha sequer): Cancele sua assinatura da UOL e não compre Folha de São Paulo. A democracia agradece.

"Informação contaminada é tão prejudicial quanto água contaminada" - Altamiro Borges

terça-feira, 1 de dezembro de 2009