O primeiro golpe: O PT pediu que o STF anulasse a exigência de 2 documentos para se votar nas eleições de domingo. Dos 11 ministros-juízes, 7 já haviam se declarado contra a exigência de 2 documentos.
Ocorre que Gilmar Mendes (aquele juiz de Suprema Corte que frequenta festinhas do PSDB) "sentou em cima" do processo decisório, APÓS RECEBER LIGAÇÃO DE JOSÉ SERRA. Se assim continuar, milhares de brasileiros não poderão exercer seu maior direito e seu maior dever: o de votar. Abstenção essa que favorece José Serra, já que a maioria dos eleitores sem 2 documentos são de baixa renda, eleitorado onde Dilma vence por vantagem ampla.
Gilmar Mendes, indicado por FHC ao STF após atuar como grande defensor da privataria da Vale do Rio Doce, mostra que não rompeu os laços com o PSDB. Após esse episódio do telefonema, Mendes tem de ser investigado pela Procuradoria Geral, seu sigilo telefônico quebrado (o de Serra também); e se for necessário, ser demitido pelo novo Senado que assumirá.
O segundo golpe: jornalista Paulo Henrique Amorim denuncia que políticos do PSDB teriam contratado criminosos do PCC e levado-os aos estúdio da Globo no Rio, onde teriam gravado mensagens dizendo que "apoiam Dilma". O objetivo é implodir não apenas Dilma, mas matar as chances de Mercadante ir para um segundo turno em São Paulo.
O terceiro golpe: PSDB usa (politicamente) a Polícia Civil de SP para tentar implodir o candidato ao Senado Netinho de Paula (e assim dar chances ao tucano Aloísio Nunes). Investigadores e peritos da Polícia Civil foram à casa de Netinho (por que não o intimaram?) e lá tiraram fotos. Não estranhemos se amanhã essas fotos aparecerem em alguns jornais.
Como se vê, os direitistas brasileiros querem ganhar através de trapaças.
Eleição se ganha no voto, com propostas, e não corrompendo instituições como a Polícia Civil, nem se aliando a bandidos do PCC; muito menos transformando a Suprema Corte num balcão de negócios do PSDB.




